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Pare de ser um imigrante digital

Este é o principal desafio da maioria das marcas atualmente.

Elas não nasceram digitais (como Don Tapscott diria). Sim, transformação digital é uma realidade para todos os negócios. Isso é algo que está afetando profundamente as pequenas, médias e grandes empresas. É algo que está afetando os mercados B2B e B2C. Marcas tendem a olhar para startups que são avaliadas em bilhões de dólares e se perguntar como podem se tornar mais parecidas com elas. O que elas não entendem é que negócios como Uber, GoPro e Airbnb nasceram nos tempos digitais. Eles não precisam se transformar. Eles não precisam ajustar suas campanhas de marketing. Eles não estão dependendo do legado dos sistemas da tecnologia, que precisam ser atualizados, Mais importante, eles se conectam (na linguagem, comunicação, marketing e publicidade) por equipes que não apenas acompanham as tendências de marketing digital, mas que também não conhecem outra forma de marketing.

Publicidade tradicional em canais digitais não é transformação.

Quanto tempo você faz? Um site responsivo, uma experiência mobile, uma base de dados decente para e-mail, uma presença nas redes sociais e apostar mais em AdWords que em peças em jornais não contam como transformação digital, e, com certeza, não contam como pensar/ter nascido digital. Essas coisas são apenas apostas. Neste ponto, isso só dá à marca um lugar na mesa (de fato, alguém poderia questionar se o assento deveria ser na mesa de adultos… você poderia muito bem estar sentado com as crianças e com seus copos Dixie). O digital continua evoluindo. O digital continua trazendo novas oportunidades. Faça um live stream no Twitter agora, quando o simples fato de “twittar” causou furor há apenas alguns meses. Olhar para essas plataformas como uma forma de impulsionar uma mensagem, em vez de tentar descobrir como isso pode agregar valor econômico à marca, fazer conexões melhores e construir um relacionamento com o consumidor, é disso que estamos falando.

As coisas estão ficando complexas. Agora, vão ficar ainda mais complexas.

Vamos discutir sobre isso: dados e análises, automação do marketing, compras programadas, drones, robótica, vestimentas tecnológicas, internet das coisas e mais. É um trabalho em tempo integral discutir todos esses tópicos, ter algo parecido com uma opinião sobre eles e apontar a importância deles para o seu negócio hoje… e amanhã.  Então, o que a marca deve fazer?

  1. Não espere sentado. Se você ouvir falar de algo novo, contrate e lide com a novidade.
  2. Continue aprendendo. Há blogs, podcasts e links suficientes ao redor. Se você não for um apaixonado por tecnologia, você terá problemas.
  3. Peça ajuda. Há diversas formas de se instruir. Vídeos no Youtube (de graça!), cursos online pagos, conte com seus colegas de trabalho, e muito mais.
  4. Traga os experts. Bem, não exatamente. Embora seja difícil ser um “expert” em algo tão novo, existem profissionais (com diplomas, experiência e habilidades) que podem ajudá-lo a descobrir como utilizar, ignorar ou simplesmente entender melhor aonde essas inovações estão nos levando.
  5. Teste e aprenda. Nem tudo vai funcionar. Nem tudo vai ser bom para a marca. Mas tem uma coisa que o digital faz muito bem: ele permite que você teste e aprenda em pouco tempo e com baixo custo. Outro componente do “teste e aprenda” é que ele também lhe permite otimizar. Então, quanto mais fundo você for, melhor você fica.

 

Afaste-se das táticas tradicionais.

Esta é outra dificuldade para as marcas. Elas estão tentando (tão desesperadamente) obter algo do Facebook como um motor de publicidade ou ajustando seus perfis do Linkedin para atrair funcionários melhores que estão perdendo de vista a maior oportunidade. Para ser como o Uber… você precisa ser como o Uber. Uber e outras empresas modernas não pensam em como eles devem adaptar o que costumavam fazer para serem mais funcionais naquele ambiente. Marcas como o Uber vivem e respiram a experiência da mesma forma que seus usuários. Talvez seja um pouco simplista demais para as marcas entenderem, mas é a verdade.

 O futuro não é sobre como se tornar mais digital. O futuro é sobre ser digital, a todo custo.

 


Mitch Joel (14 Posts)

Mitch Joel é ex-presidente do Conselho de Diretores de Marketing do Canadá e ex-membro do Conselho do Escritório de Publicidade Interativa do Canadá. Mitch é colunista do Harvard Business Review e do The Huffington Post.



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