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Menos é mais em tempos de redes sociais

Já faz algum tempo nos tornamos a sociedade do excesso, do consumo e do descarte. Este modelo de vida tem sido questionado por diferentes filósofos e também por movimentos globais que surgiram como uma alternativa para uma vida mais simples, com mais sentido e valor, tais como o slow food e o slow tech.

Quando observamos o universo digital, em especial as redes sociais e seu maior aliado os smartphones, é fácil notar que capturar e/ou criar, publicar e compartilhar é a regra do jogo.

Os números não mentem: Diariamente são 340 milhões de tweets, 500 milhões de “curtições” e 300 milhões de fotos publicadas no Facebook. No Instagram são 5 milhões de fotos. Temos ainda as 60 horas de vídeo enviadas para o Youtube a cada minuto, ou uma hora de vídeo a cada segundo. Nada contra, mas o virtual pode sofrer, assim como a órbita da Terra, de algo semelhante a síndrome de Kessler.

Afinal o que significa este volume absurdo de conteúdo para cada um de nós? Primeiro, que investimos cada vez mais tempo em filtrar o que nos interessa e segundo, que estamos no piloto automático e não mais refletimos sobre o que publicamos e compartilhamos. É preciso viver o momento presente de forma plena, sem as inquietações do mundo virtual. Menos é mais em tempos de redes sociais.

A síndrome de Kessler propõe que o volume de detritos espaciais na órbita terrestre baixa é tão alto nos dias de hoje que os objetos colocados em órbitas são freqüentemente atingidos por esses, criando assim outros detritos e um maior risco de futuros impactos.

 

**Este texto é uma produção independente e, portanto, de inteira responsabilidade do autor, não representando a opinião da IInterativa.

 


Ricardo Murer (28 Posts)

Ricardo Murer é graduado em Ciências da Computação e também mestre em Comunicação, ambos pela USP. Ele é especialista em estratégia digital e em novas tecnologias.



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