Ideias. Colaboração. Tecnologia.
+55 21 2224-4525
IInterativa

Ideias originais…ou ideias criativas? Indo além do bloqueio

Com que frequência você fica paralisado pelo fato de que não tem uma ideia original?

Tenho que confessar: isso vem acontecendo comigo com muita frequência. E eu sei quem é o culpado: o Medium e o LinkedIn.

Todos os dias, recebo duas ótimas e-newsletters do Medium e do LinkedIn, com dezenas de conteúdos fascinantes das pessoas que eu sigo em cada canal. São pessoas inteligentes, que estão criando e escrevendo conteúdo realmente influente. Eles são, sem dúvida, duas das melhores maneiras que encontrei para “ficar por dentro” de tudo que está acontecendo no mundo dos negócios, da tecnologia, do marketing, da comunicação, de publicações e da cultura.
Hoje em dia, é fundamental que eu os siga, principalmente para o trabalho que realizo. É difícil recomendar estratégias para grandes clientes sem realmente seguir, compreender e apreciar o que esses grandes cérebros estão pensando e fazendo. O problema, claro, é que, quando chega a hora de colocar os dedos para digitar, isso pode ser intimidante e paralisante.

Isto não é sobre ter um bloqueio criativo ou um bloqueio de escritor!

Essa é uma distinção muito importante. Não estou sofrendo de um bloqueio criativo ou de escritor. É mais sobre não querer poluir o feed do meu público com conteúdo e opiniões que já podem ter sido publicadas (por vários escritores, em vários espaços). Por que se preocupar em criar algo que já foi feito? Esse não é um pensamento saudável, porque a maioria das pessoas criativas sabe que o importante não é ter uma ideia original, e, sim, ser o mais criativo possível.

Isso é enfadonho, porque eu deveria saber bem disso. O medo tem uma lógica própria. Podemos saber controlar a ansiedade, mas nem sempre conseguimos impedir que o coração bata mais forte, que o pulso dispare, que as palmas das mãos suem e que a boca fique cheia de bolas de algodão. Meu antigo instrutor de esportes combativos, Tony Blauer, muitas vezes nos dizia que o medo é um acrônimo para “evidência falsa que parece real“ (“False Evidence Appearing Real”). Mais fácil falar do que fazer.

Eu também me lembro do momento anterior à publicação do meu primeiro livro de negócios, Seis Pixels de Separação. Eu estava falando em um evento com alguém amplamente considerado um dos pensadores mais importantes no mercado de marketing digital. Ele era prolífico na publicação de conteúdo, mas nunca havia escrito um livro. Quando nos encontramos para um café antes do evento, ele presunçosamente me parabenizou por ter assinado o contrato de um livro e me disse, em seguida: “Os editores estão sempre me pedindo para escrever um livro, mas não vou fazê-lo. Já existem muitos livros sobre este tema”. Isso foi em 2006. Eu retruquei que não se tratava de ser “o único livro sobre marketing digital” que faria o livro vender bem. O que faria com que ele fosse um sucesso seria a perspectiva do autor. O texto pode não ter uma ideia original, mas a sua perspectiva sobre o tema o torna muito original. Eu usei isso para interromper as críticas (ciúmes?) do contrato do meu livro, mas essa é uma afirmação verdadeira quando se trata de criação de conteúdo também.  Não se trata de uma ideia original, mas, sim, sobre a sua perspectiva original sobre o tema.

Eu deveria ouvir o meu próprio conselho de tempos em tempos.

Eu estava lamentando minhas lutas criativas com uma amiga hoje cedo (também autora de best-seller), e ela me indicou um poderoso vídeo que tinha acabado de ser lançado. Em 2008, The Atlantic sentou com o famoso cineasta David Lynch. Ele falou de seus pensamentos sobre inspiração, como capturar o fluxo de criatividade e não se preocupar em ser original (o que pode paralisar o processo criativo). Hoje, The Atlantic pegou o áudio e animou suas sábias palavras. Eu amo essa parte, em particular: “Muitos artistas acham que o sofrimento é necessário…Mas, na realidade, qualquer tipo de sofrimento restringe o fluxo de criatividade”

Pare de pensar que você tem que sofrer por uma ideia original. Comece a criar para que a criatividade possa fluir. Comece pescando mais ideias. Conselho que todos deveriam seguir.


Mitch Joel (14 Posts)

Mitch Joel é ex-presidente do Conselho de Diretores de Marketing do Canadá e ex-membro do Conselho do Escritório de Publicidade Interativa do Canadá. Mitch é colunista do Harvard Business Review e do The Huffington Post.



Comentários no Facebook