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Conteúdo não é publicidade

Infelizmente, muitas pessoas acreditam que o conteúdo é a nova propaganda. Eu não.
Outra semana, eu fui entrevistado por Rich Brooks para o podcast Agents Of Change (durou cerca de 30 minutos). No início fui questionado se o conteúdo era a nova propaganda. Essa foi a minha resposta:

Não. No passado, eu nunca disse “conteúdo é a nova propaganda”, se eu disse, provavelmente deveria escrever um artigo dizendo o quão errado eu estava. Eu realmente acredito que conteúdo é mídia. Conteúdo e propaganda são duas coisas diferentes. As pessoas pensam que a propaganda morreu por causa das mídias sociais, ou dos aplicativos de mensagem, e isso não é verdade. Não há muito, propaganda era um negócio de U$ 400 bilhões, e atualmente é de cerca de U$ 900 bilhões. Então, realmente cresceu – senão dobrou – a capacidade das marcas pagarem para terem acesso a uma audiência. Além disso, a quantidade de lugares que essas marcas podem divulgar com diferentes tipos de formatos de mídia tem crescido muito. Cada plataforma e canal procuram meios de monetizar seus modelos de negócios, e eles se permitem contar com iniciativas ad-supported para as suas receitas.

O que mudou foi isso: como as marcas criam suas propagandas.
Os tipos de criações que elas podem fazer se expandiram e foram para diferentes áreas. Algumas dessas criações se parecem com conteúdo. Pagar por atenção é o núcleo da publicidade. Conteúdo pode trabalhar com o componente pago. Conteúdo pode ser muito efetivo, quando as marcas pensam na estratégia de distribuição de conteúdo. Eu não apenas escrevo para o blog Six Pixels Of Separation, gravo meu podcast e rezo para as pessoas virem a mim todos os dias (ou toda semana). O que eu faço, na verdade, é publicar em outros lugares (Harvard Business Review, Huffington Post, escrevo livros, dou palestras, publico notas no Facebook, Medium ou Linkedin), e estou usando essas áreas para conhecer outros tipos de audiência, que podem não ser tão inclinadas a visitarem meu blog ou meu podcast com a frequência que publico. Com isso, eu posso adicionar uma camada de publicidade nisso também. Se eu estou escrevendo notas para o Facebook, posso impulsionar o post pagando para alcançar uma audiência maior. Se eu estou fazendo algo no Medium, que eu acho que é muito valiosa, posso solicitar que o Google Adwords traga mais atenção para isso. Então, acredito que a propaganda e o conteúdo são coisas muito distintas, e a minha preocupação é que essas duas coisas não se confundam ou se tornem interligadas. Infelizmente, muito conteúdo que eu vejo de marcas em espaços como Instagram, Twitter e Facebook continuam sendo mais publicidade que conteúdo valioso. Eu sou curioso e consigo sentir quando vejo marcas tentando empurrar um anúncio como se fosse conteúdo valioso.

Você concorda? Onde o conteúdo e a mídia estão indo?
Você pode escutar a minha entrevista completa aqui!


Mitch Joel (14 Posts)

Mitch Joel é ex-presidente do Conselho de Diretores de Marketing do Canadá e ex-membro do Conselho do Escritório de Publicidade Interativa do Canadá. Mitch é colunista do Harvard Business Review e do The Huffington Post.



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