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Colaboração, cooperação e os hipertextos cooperativos

Ao longo da história humana, a vivência em grupo proporcionou a solução em conjunto das questões de sobrevivência. Este convívio grupal instiga o ser humano a compartilhar conhecimentos restritos a indivíduos, tornando-os coletivos e ampliando os saberes. Nos processos de aprendizagem, a colaboração e a cooperação exercem aspectos fundamentais para a alavancagem coletiva. Piaget sustenta que cooperar é trabalhar junto de alguém (co-operar), operar em conjunto, lado a lado, construindo algo com os outros.

Vygotsky enaltece a colaboração entre as pessoas (pares), e afirma ainda que ela é uma ação imprescindível para o processo de aprendizagem, pois demonstra a heterogeneidade dos grupos, ajudando a preservar a virtude do processo cognitivo implícito nas interações e nas comunicações. Nos estudos de Piaget encontram-se, para cada membro de uma comunidade, fontes estimuladoras para a vida em grupo, regulando, assim as ações individuais. A ênfase encontra-se na condição indispensável do estímulo da vida em grupo, contudo, permeando os controles.

Necessita-se conduzir este estudo para o ambiente virtual. Encontra-se uma transformação na delimitação do espaço e do tempo com a chegada da comunicação eletrônica e a digitalização. Cria-se uma nova relação entre a informação e seus usuários, cujos aparatos tecnológicos instigam a interação individual com a informação.

Diante disso, o hipertexto surgiu como paradigma de construção social, visto que os usuários reconstroem ou negociam seus próprios conhecimentos, compartilham conhecimentos e utilizam a capacidade computacional.

As tecnologias da informação criam novos espaços e contextos para a construção do conhecimento. A web 1.0, primeira geração da internet, teve como principal característica a enorme quantidade de informação disponível. Os usuários faziam o papel de espectadores, sem autorização de alterar ou editar os conteúdos da página visitada. Vale ressaltar que o termo web 2.0 surgiu durante uma conferência promovida pelas empresas de mídia Media Live e O’Reilly Media, realizada em São Francisco no ano de 2004. O precursor do termo web 2.0 foi O’Reilly. Em seu clássico artigo intitulado “What is web 2.0?”, são descritos sete princípios que a caracterizam de forma contundente, dentre eles: a internet vista como uma plataforma para produzir, processar e consumir informação; gratuidade na maioria dos sistemas disponibilizados e os conteúdos podem ser publicados por usuários comuns, sem conhecimento prévio das ferramentas. Esses conteúdos podem ser produzidos de forma simples e direta, valorizando o sentido de colaboração.

As tecnologias das empresas modernas são chamadas também de Web 2.0. A análise dessas inúmeras denominações demonstra a adequação do termo “ferramentas colaborativas” para este cenário da web, considerando-se que a atualização da informação é instantânea, mediante a criação de redes sociais.

**Este texto é uma produção independente e, portanto, de inteira responsabilidade do autor, não representando a opinião da IInterativa.


Fernando Zaidan (1 Posts)

Ao longo de 28 anos de experiência, Fernando Zaidan é doutorando na Escola de Ciência da Informação – UFMG. Mestre em Administração, Bacharel em Ciência da Computação, Gestor e Desenvolvedor de Sistemas XML. Foi diretor de fábricas de software, administrador de TI, analista/desenvolvedor de sistemas e arquiteto de dados. Autor de livro e artigos técnicos e científicos com publicações no Brasil e no exterior.



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